terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Medo da Morte

Olá,

Nada melhor do que um texto muito bom pra estrear o nosso blog.

Não é simplesmente a morte física que esse texto abaixo se refere, mas também sobre dualidade mais profunda que age sobre nós.

Namaskar
Harideva



Que os religiosos não espíritas tenham medo da morte, é até compreensível, pois deve ser extremamente tediosa uma existência onde não ajam ações, como aquelas que crêem que existirá depois do desencarne. Além do mais, a visão do sono profundo não deixa que este ser tenha a confirmação da existência da vida espiritual pós-morte.
Os espíritas, no entanto, que possuem o conhecimento sobre as atividades extras corpóreas e as comprovações da existência desta vida, possuírem o mesmo medo, é algo inadmissível. Apesar de todas as transmissões da espiritualidade descortinando o véu do esquecimento, os espíritas apegam-se à vida material.
Isto ocorre porque, tanto um quanto o outro ainda está preso à matéria carnal através de “elos”.
O Espiritualismo Ecumênico Universal ensinou as “Quatro Âncoras”, ou seja, quatro grupos de aspirações que os seres humanos possuem que dificultam a sua elevação espiritual. Estas “Quatro Âncoras”, no entanto, são presas por “Quatro Elos”, que fixam o ser na vida carnal. É destes dois conjuntos que provém o medo da morte.
Falemos um pouco sobre estes “elos”.
A morte do ser humano
Neste trabalho quando nos referimos à morte, não estamos abordando apenas o assunto “desencarne”, mas também o renascimento que Cristo ensinou a Nicodemus:
“Eu afirmo que ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. A pessoa nasce fisicamente de pais humanos, mas nasce espiritualmente do Espírito de Deus. Por isso não se admire de eu dizer que todos vocês precisam nascer de novo. O vento sopra onde quer e ouve-se o barulho que faz, mas não se sabe de onde vem nem para onde vai. O mesmo acontece com todos os que nascem do Espírito”. (Evangelho de João – cap 03 – vers 05)
O medo da morte física (desencarne) advém da certeza que, ao morrer, nascerá um novo ser: o espírito ou alma, como queiram chamá-la. É desta certeza que advém o medo da morte que o ser humano sente.
O ser humano tem medo do processo de sua transformação em espírito, e, por isto, teme a morte. Ele teme a transformação porque tem medo da perda da sua identidade, ou seja, do seu “eu”.
Entretanto, Cristo nos afirma que este “eu” material deve ser eliminado ainda na própria existência corporal para que se entre no gozo da felicidade universal.
É preciso que o ser na carne “morra” (elimine o “eu” humano) para que renasça o espírito (a universalização dos conceitos) para alcançar o “Reino de Deus”. Este processo ficou conhecido como reforma íntima.
Eliminar o “eu” é deixar de utilizar as propriedades intrínsecas do ser – inteligência, amor e justiça – com objetivos individualistas. Quando isto acontecer, o ser não será mais o que é, ou seja, não terá a mesma consciência que possui hoje. Este é o temor dos seres humanos: deixarem de ser quem são.
A morte que estamos falando neste trabalho é exatamente o fim deste “eu” e isto não implica necessariamente em ter de sair da carne. É do temor da promoção da reforma íntima (fim do “eu”) que vamos falar.
Para se processar a reforma íntima é preciso quebrar os quatro elos que aprisionam as quatro âncoras ao ser humano.

Quatro Âncoras
São os seguintes os quatro grupos de situações (“Quatro Âncoras“) que dificultam a elevação espiritual:

Siga lendo aqui.

Nenhum comentário: