sexta-feira, 6 de março de 2009

Jejum (UPAVÁSA)

Jejum, segundo a Wikipédia, é uma palavra usada de formas variadas quando alguém opta por diminuir sua dieta alimentícia o mais próximo do zero, idealmente atingindo o zero, por um período de tempo, geralmente pré-determinado. Existem diversos motivos que levam uma pessoa a fazer jejum, como a greve de fome política, jogos de desafio, vaidade para com o corpo. Os principais motivos, contudo, são religiosos ou medicinais.

É importante fazer jejum, por um dia inteiro, pelo menos duas vezes ao mês. O jejum prolongado não é aconselhável, pois ele cria tensão e ansiedade, e isto costuma levar as pessoas a cometerem erros na hora de interrompê-lo. As melhores técnicas para a purificação mental e espiritual são o jejum regular, os alimentos saudáveis e as práticas espirituais, sem recorrer a extremos.


O jejum nos traz muito benefícios. Ele permite um descanso regular, e necessário, aos órgãos digestivos e ao organismo em geral, e aumenta o autocontrole, porque dominamos o desejo de comer nos dias de jejum. Além disso, cura diversos males físicos, principalmente os distúrbios estomacais e intestinais.


Observando o ciclo lunar, constatou-se que alguns dias são mais apropriados para o jejum. Esses dias correspondem às fases da lua nova e da lua cheia. Nesses períodos, a lua está mais próxima da Terra (por causa de sua órbita elíptica), aumentando sua força gravitacional sobre nosso planeta. Esse fenômeno aumenta o fluxo das marés, assim como afeta os fluidos de nossos corpos, pois estes são constituídos de cerca de setenta por cento de líquidos.


Portanto, os quatro dias mais indicados para o jejum são os seguintes: na lua nova (amávasyá); na lua cheia (púrn'imá); no décimo primeiro dia depois da lua nova (suklá ekádashii); e no décimo primeiro dia depois da lua cheia (Krs'n'a ekádashii). Aqueles que jejuam apenas duas vezes por mês devem fazê-lo nos dias ekádashi. Quando for difícil de fazer o jejum nesses dias, será viável escolher um dia antes ou depois.


Normalmente, nesses períodos de influência da lua, a circulação de substâncias líquidas no organismo (sucos gástricos, enzimas etc.) sofre alterações, causando distúrbios orgânicos que afetam a mente. Foi constatado que nos dias de lua cheia há maior incidência de problemas mentais (inclusive de pesadelos) e um aumento dos casos de internação nas clínicas psiquiátricas. Tais conseqüências são evitadas com o jejum completo (sem água), pois o vazio formado no aparelho digestivo evita que os sucos gástricos entrem na corrente sangüínea.


As mulheres grávidas, ou em fase de amamentação, as crianças (até o início da adolescência) e as pessoas doentes não precisam fazer jejum. Em caso de certas doenças (como o diabetes, por exemplo), o jejum só pode ser feito sob orientação médica.


Caso a pessoa tenha receio ou dificuldade de fazer jejum, ela poderá vencer lentamente essas barreiras, fazendo dieta de frutas nos dias recomendados anteriormente, até se sentir à vontade com o jejum completo.


O jejum completo consiste em não ingerir nada desde o nascer do sol de um dia até o nascer do sol do dia seguinte. Entretanto, a prática usual, para aumentar os benefícios do jejum, é evitar os alimentos após o jantar do dia anterior, o qual deve ser leve, pois nesse dia a influência da lua também é muito intensa, fazendo com que qualquer alimentação pesada cause desconforto durante o sono.


Também é importante terminar o jejum de forma correta. Antes de comer qualquer alimento, é recomendável beber um copo de água com o sumo de até meio limão, adicionando-se mais ou menos uma colher de chá de sal, para ativar suas propriedades e quebrar a acidez. Esse processo neutraliza a acidez dos sucos gástricos liberados durante o jejum. Grande quantidade desses ácidos é produzida no jejum, sendo expelida pela urina, razão pela qual ela adquire uma tonalidade escura nesses dias.


Após três minutos que ingerir esse líquido, come-se uma banana. Os primeiros pedaços da banana não devem ser mastigados, mas apenas comprimidos contra o céu da boca e engolidos, sem tocar os dentes, para evitar o contato com a ptialina (saliva). Os pedaços iniciais da banana absorvem toxinas acumuladas no intestino e a banana libera uma substância que protege as paredes do estômago para recebe mais alimento. A banana madura é melhor, pois seus amidos já foram convertido em açúcar, o que facilita a sua digestão. Depois disso, os alimentos mais apropriados são o iogurte, as frutas e outros alimentos de fácil digestão, e os menos indicados são cereais, queijos, leite, tubérculos etc., podendo, entretanto, ser ingeridos em pouca quantidade. Ao iogurte ácido ou concentrado, adiciona-se um pouco de sal e água, para quebrar sua acidez e facilitar sua assimilação. Após o jejum, é recomendável comer menos do que normal, pois o estômago teve uma redução temporária de tamanho. Se essas sugestões forem seguidas, a pessoa sentirá uma grande leveza no organismo após o jejum.


Algumas pessoas podem temer a perda de energia, por ficarem um dia inteiro sem comida. Mas isto é apenas psicológico, porque normalmente leva mais ou menos um dia para que o alimento seja digerido e seus nutrientes sejam assimilados pelo organismo. Depois que as pessoas se habituam ao jejum, na verdade, elas se sentem mais confortáveis nesses dias.


Upavása é a palavra usada, em sânscrito, para designar o jejum. Upavása significa manter a mente próxima do Senhor. Assim, durante o jejum, é recomendável manter a mente conectada com Deus e dedicar mais tempo às atividades espirituais.
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